Que a Reserva Volta tem grandes peculiaridades ambientais, isso todos nós já sabemos; agora todo o trabalho e dedicação da equipe também foram reconhecidos por uma equipe de analistas ambientais do ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

A equipe, representada pelos analistas da equipe do estado do Paraná, Aroldo Correia da Fonseca, Luiz Francisco Faraco e Wagner Elias Cardoso, esteve na Reserva entre os dias 4 e 6 de dezembro, com o objetivo de conhecer a área, os proprietários, entender os principais problemas e pressões enfrentadas e, principalmente, indicar apoio na proteção da área.

Conforme os analistas, as visitas à Reservas Particulares de Patrimônio Natural fazem parte de uma política de apoio e proteção. “Percorremos parte da área, conhecemos seus acessos e colaboramos contra possíveis riscos e pressões”, explicou Wagner. Segundo ele, os principais problemas enfrentados pelas RPPNs geralmente são os mesmos: pressão imobiliária, caça e exploração de palmito.

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Mutucas

51 Visualizações 28 nov 2018

Por Werney Serafini

A mutuca ou butuca (Chrysops) é um bichinho alado, do tamanho de uma mosca grande. Irrequieto e persistente é ávido por sangue, inclusive o humano, que coleta através de uma ferroada ardida, semelhante a um beliscão doído. Isso sem falar da coceira e do inchaço que fica depois.

Aparece não se sabe como e nem de onde, no final de Outubro. Intensamente no mês de Novembro para depois desaparecer, tal como surgiu, em Dezembro, no dia da Santa Luzia, segundo crença popular.

Há tempo observo essa criatura infernal que atazana a vida da gente e some, supostamente, no dia da linda santa protetora dos olhos.

André de Meijer, naturalista holandês que vive há 30 anos em Antonina, litoral do Paraná, dá as dicas sobre esse incomodo personagem.

Ensina que, na época das mutucas, para caminhar na mata, não se deve esquecer o chapéu. Não só para proteção do sol, mas, também, das mutucas. E não deve ser boné, pois elas vêm na cabeça e descem até as orelhas.

Não aparecem no outono e no inverno. Surgem no final de Outubro e aos poucos. Primeiro uma pequena que ataca o alto da cabeça. Depois outra, maior e, na sequência, a maioria das espécies até atingirem o ápice em Novembro. Segundo ele, 28 espécies de 16 gêneros ocorrem em toda a planície litorânea.

Os machos não perturbam, pois preferem o néctar e o pólen das flores. São as fêmeas que sugam humanos e outros mamíferos, porque após copularem, precisam de proteína animal para a maturação dos ovos.

São seletivas na escolha das plantas para depositarem seus ovos. Acredita-se que preferem as folhas do araçá (Psidium cattleianum). O naturalista esclarece que os ovos são depositados em camadas nas folhagens, galhos e também na vegetação aquática, acima da água ou da terra umedecida. Sobrevivem em ambientes úmidos e com muita matéria orgânica.

Localizam as vítimas, geralmente mamíferos e raramente aves, quando estes, em movimento, exalam dióxido de carbono, um atrativo poderoso percebido pelo olfato das mutucas. Percebe-se ao caminhar nas trilhas que, ao parar, elas vão se acalmando. Mas, nem por isso ficam quietas e, sob alta luminosidade e elevada temperatura, importunam do nascer do sol ao escurecer. E não adianta prevenir, pois não há repelentes que as afastem. À noite sossegam, felizmente.

As cores escuras as atraem mais do que às claras. Nos dias ensolarados e quentes levam a loucura bovinos, equinos e cães, principalmente os de pelagem escura e lisa. Os búfalos em Antonina, para se protegerem buscam refúgio nas lagoas lamacentas, pois a lama, ao ressecar, deixa o corpo mais claro com uma camada de argila cinza. Mesmo assim não se livram do martírio, pois elas concentram o ataque nas orelhas, que mantém em constante movimento para espantá-las.

Seus predadores naturais são algumas vespas que parasitam seus ovos e larvas que por sua vez são consumidas pela garça-vaqueira (Bubulcis íbis) e pelo conhecido quero-quero (Vanellus chilensis).

Nas áreas urbanas não são muitas, talvez por existirem poucos animais de grande porte, os seus preferidos. Pode ser, mas em Itapoá estão presentes, pois aqui, até na beira do mar uma ou outra cumpre a sua sina sanguinária.

Interessante é a analogia com a Santa Luzia. Meijer, conta que ao observar com lente de aumento os olhos da mutuca, teve uma revelação surpreendente. Indeiscentes e verdes resplendem uma cor azul-violetado deslumbrante. Talvez seja essa a razão dos católicos do litoral atribuírem o seu desaparecimento em 13 de dezembro, na festa de Luzia, a santa protetora dos olhos.

Caso o leitor, seja devoto de São Tomé e queira ver para crer, sugiro um passeio, sem guia é claro, nas trilhas da Reserva Volta Velha. Certamente, uma experiencia inesquecível.

 

Itapoá (primavera) novembro de 2018.

 

 

 

Sexto capítulo: !!! e???

46 Visualizações 22 nov 2018

Seguindo a série de publicações do livro “Lutas e frustrações ecológicas. Um desafio”, o artigo de hoje é “!!! e???”. Essa série semanal de artigos busca reviver a história e instigar o nosso pensamento crítico através das sábias palavras de João José Bigarella, fundador da Associação em 1974.

Boa leitura!

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Do exemplo a um novo projeto

177 Visualizações 5 nov 2018

Caetano Vargas: o surfista profissional que leva a experiência das ondas itapoaenses para o mundo. Sua história já é conhecida, não é mesmo? Natural de Rolândia – PR, ele chegou à Itapoá aos nove anos e, aos dez, já começou a surfar. Na época, o esporte veio como tratamento de bronquite: na cidade natal praticava natação e como em Itapoá não havia piscinas, arriscou nas ondas da imensidão azul. “Um dia me falaram que ele estava surfando em uma prancha de plástico quebrada, foi então que fomos atrás da sua primeira prancha de surf”, lembra a mãe orgulhosa, Jussara Vargas.

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Quinto capítulo: Ineficácia Governamental

130 Visualizações 19 out 2018

Seguindo a série de publicações do livro “Lutas e frustrações ecológicas. Um desafio”, o artigo de hoje é “Ineficácia Governamental”. Essa série semanal de artigos busca reviver a história e instigar o nosso pensamento crítico através das sábias palavras de João José Bigarella, fundador da Associação em 1974.

Boa leitura!

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Baía Babitonga é tema de pesquisa alemã

250 Visualizações 12 out 2018

Que a nossa Babitonga é cheia de encantos e peculiaridades ambientais a gente já sabe, mas sabe qual é a novidade? A Baía é tema de trabalho da pesquisadora alemã Theresa Schwenk, doutoranda da Universidade de Bremen.

De longe, ela veio para cá estudar as redes socioambientais presentes na Baía Babitonga (entendendo redes sociais como as relações interpessoais que existem). Segundo ela, seu objetivo é criar mapas com os diferentes atores e as linhas de conexão da área socioambiental presentes, as entidades existentes, como elas se relacionam entre si e com que frequência. Essa análise contará com uma comparação do período 2013-2015 e 2015-2017.

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Você conhece a equipe da ADEA?

693 Visualizações 3 out 2018

 

Como você já conferiu, diferentes perfis fazem parte da equipe multidisciplinar de voluntários da ADEA. Entre as diferentes motivações, está a paixão em aprender e ensinar de Carolina Guedes da Silva.

Formada em ciências biológicas, Carolina faz parte da ADEA há cinco anos. Os motivos para dedicar seu tempo à associação são vários, mas destaca: “Acredito no potencial existente nas pequenas ações do dia a dia e na força da organização da sociedade civil em prol da saúde de nosso ambiente”, afirma. Além disso, como profunda admiradora da natureza, tem prazer em contribuir “para manter este grande tesouro natural que existe em Itapoá, colaborando para o encantamento e (re)conexão das pessoas com a natureza”.

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Vamos começar a semana com mais um capítulo do livro “Lutas e frustrações ecológicas. Um desafio”? Escrito pelo renomado João José Bigarella, fundador da Associação em 1974, o livro reúne alguns artigos de sua história e luta pelo meio ambiente no estado do Paraná, especialmente o seu olhar cuidadoso e todos seus esforços pela Serra do Mar.

O artigo de hoje é “Questões de diretas ou indiretas”, de 15 de março de 1984.

Boa leitura!

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Confira mais um capítulo do livro “Lutas e frustrações ecológicas. Um desafio”, de João José Bigarella, fundador da ADEA. O artigo de hoje é “Incúria Governamental”, publicado no jornal Gazeta do Povo, de Curitiba -PR, em 26 de fevereiro de 1984.

Mais de 30 anos depois, a mensagem do professor continua atual: “O tempo é curto!… É preciso agir agora, para o bem de nossa terra!”

Boa leitura!

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Foto: Prefeitura de Itapoá

Na última sexta-feira (14), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) se reuniu ordinariamente para tratar da aprovação do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Itapoá (PMMA).

Na ocasião, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente apresentou o Plano e todos as etapas de elaboração, e o plenário aprovou por unanimidade. Conforme a Prefeitura de Itapoá: Diferente de outros planos, que demandam a instituição por atos normativos do Executivo ou Legislativo, a aprovação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) é garantida aos Conselhos Municipais de Meio Ambiente pela Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/2006), que traz em seu artigo 38 esta determinação, que é reforçada pelo artigo 43 do Decreto Federal nº 6.660/2008.

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